sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Pretérito perfeito em terceira pessoa!!

       Ela passou o dia com vááárias coisas na cabeça e de tarde mais uma coisinha começou a atormentá-la: acreditava ter caido no "Conto do Vigário do Amor" mais uma vez!!  E que ódio sentia de si mesma por causa disso...
      Resumia em "Conto do Vigário do Amor" todas as suas relações frustadas, em que o moçoilo da vez aproveitava da sua carência, propícia à mentira, para aproximar-se!
      Era o tipo de menina que é muito, digamos, cuidadosa quando o assunto é relacionamento, amor ou qualquer outra coisa parecida que possa vir a machucá-la ou fazê-la de trouxa.
      Incrivelmente essa "defesa" não se criou por ela ter sido altamente engadana ou ferida, era simplesmente seu modo de agir, seu coração havia aprendido muito com as estórias ao redor.
      Mas ela queria muito um namoradinho e quando se quer muito uma coisa a tendência  é enxergá-la mais facilmente. 'Os olhos só fazem a projeção das coisas que estão no pensamento!', é exatamente ai que mora o perigo.
      Que ódiooo ela sentia por ter acreditado naquele papinho de menino sério, mas, coitada, nem disconfiava que o pior ainda estava por vim...
      Bem, acontece que o coraçãozinho inteligente dela não acelerava por causa dele mas a cabeça burra (deveria ser o contrário neh??!) e a insistência das pessoas para ela se abrir e dar uma chance ao rapaz fizeram-na acreditar numa oportunidade de felicidade e se agarrar a ele como alguém com fome que vê uma mesa farta.
      Mesmo sem 'gostaaar' a garota sentia ciúmes e não confiava nele; morria de medo de ser enganada e pensava merecer um pouquinho mais do quê aquele doce descabeçado.
      Ela sentia que precisava apaixonar-se perdidamente para ficar inconseguente, perder a razão, esquecer o medo de sofrer e somente curtir (ele definitivamente não deixava-a de pernas bambas mas era um bom passatempo), mas não sabia se podia fazer isso, aliás não acreditava que alguém seria capaz de conquistar essa proeza, de aproximar-se dela. Ela havia se fechado para tudo isso e agora não encontrava a chave!
      Resolveu dar um tempo a si mesma e foi em uma grande festa. Nesta grande festa encontraram a chave e abriram o coração dela, há tanto tempo fechado.
      Ela voltou da festa certa que o 'Conto do Vigário do Amor' foi de mão dupla, ela também havia enganado o rapaz pois agora ele estava desejoso de namorá-la, mas como em um passe de mágica todo o 'sentimento', mantido mais pela razão do quê pela emoção, havia ido embora.
      " Deve ter sido aquela chuva tomada com o 'Chaveiro' que me fez esquecê-lo." Pensava .
      Eis que limparam toda a sujeira que havia no coração dela e em dois dias, salienta-se, de plena festa, habitaram-no. Arrumaram tudo que estava fora do lugar, enfeitaram-no, deixaram-no lindo e, serviço completo, foram embora!! Deixaram a porta aberta...
      Mais uma vez estava ela sozinha, porém com ótimas recordações e com o coração limpo e livre caso alguém realmente queira possuí-lo, talvez em um Futuro bem próximo!!



      

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